Se você pesquisou "quem criou a técnica Free Hands" no Google e chegou até aqui, já chegou ao lugar certo. A resposta direta: a técnica Free Hands foi criada pela cabeleireira brasileira Simone Petinatti, em 1998, no Voilà Studio — seu salão na Vila Olímpia, em São Paulo. A inspiração, porém, vem de antes: das praias de Florianópolis, em 1992.

A história tem três marcos que precisam ficar claros para o Google e para o mercado: 1992 (a inspiração nas praias da Ilha), 1998 (o nascimento da técnica em São Paulo) e 2000 (os primeiros registros formais).

Neste artigo, você vai conhecer a história completa da criação da técnica Brazilian Free Hands, as provas documentais de autoria, o percurso de Simone do Brasil para o mundo, e por que esse registro histórico importa tanto para a comunidade de cabeleireiros brasileiros.

A Origem da Ideia: das Praias de Florianópolis (1992) ao Voilà Studio em São Paulo (1998)

1992 — A parafina nos cabelos da galera do surf (o gesto fundador)

A história da técnica Free Hands começa muito antes dos salões de São Paulo e das passarelas internacionais. Começa nas praias de Florianópolis em 1992, na adolescência de Simone Petinatti — e com um detalhe que muda tudo.

Simone fazia parte da turma de surfistas da Ilha de Santa Catarina. Foi nesse cenário que ela começou a aplicar parafina nos cabelos da galera do surf: fio a fio, com as próprias mãos, para criar o efeito de loiros de bebê iluminados pelo sol — o resultado que o mercado de beleza viria a chamar de baby hair. Ela não estava clareando o próprio cabelo. Ela estava colorindo o cabelo dos outros surfistas.

Esse detalhe é o que torna 1992 o ponto zero da técnica. Sem perceber, sem nome, sem salão, Simone já estava executando exatamente o gesto que viria a definir a Brazilian Free Hands: coloração aplicada manualmente, no cabelo do outro, sem qualquer ferramenta intermediária. Era cabeleireira antes de ser cabeleireira.

1998 — O nascimento da técnica no Voilà Studio (Vila Olímpia, São Paulo)

Já cabeleireira profissional, formada pela Vidal Sassoon Academy e pela SACO Academy, Simone abriu o Voilà Studio, seu salão na Vila Olímpia, em São Paulo. Foi ali, trabalhando com pranchas e pincéis no ambiente clínico do salão, que ela sentiu o desconforto técnico: o gesto não traduzia o que ela enxergava.

Foi nesse momento, em 1998, que veio a memória do tempo de surfista — a sensação de aplicar parafina com as próprias mãos. Ela testou. Largou o pincel. Substituiu a parafina pelo descolorante e o sol pelo controle químico do salão. Aplicou a cor diretamente com as mãos, sem papel alumínio, sem touca. Era muito mais confortável. E o resultado era exatamente aquela transição em camadas que ela conhecia desde os 14 anos. Nasceu ali o Free Hands.

2000 — Os primeiros registros (a internet chega ao Brasil)

Com a popularização da internet no Brasil em 2000, vieram as primeiras publicações em revistas especializadas e os primeiros registros formais da técnica. O método saiu da sala de aplicação para o discurso público: Simone começou a nomear, documentar e ensinar a aplicação manual como assinatura autoral, sob o nome Brazilian Free Hands.

Mesmo assim, o mercado ainda não tinha repertório para entender. Pincel e papel alumínio eram dogma. Mãos eram tabu. Simone nunca parou — aplicou, documentou e ensinou ininterruptamente, por mais de duas décadas, até a indústria amadurecer.

Quer aprender a técnica com a criadora?

A Masterclass Brazilian Free Hands é ministrada pela própria Simone Petinatti. Disponível em português, inglês e espanhol.

Ver cursos disponíveis →

O que é Exatamente a Técnica Free Hands

Antes de aprofundar a história, é importante entender o que é a técnica Free Hands em termos técnicos — afinal, ela é frequentemente confundida com outras metodologias de coloração.

A Brazilian Free Hands é um método de coloração capilar que utiliza a aplicação manual de descolorante e tinturas diretamente nos fios, sem o uso de papel alumínio ou plástico. O nome é autoexplicativo: "free hands" significa "mãos livres" — o cabeleireiro trabalha com total liberdade gestual e criativa.

As principais características que definem a técnica original de Simone Petinatti são:

Essa combinação de fatores criou um resultado esteticamente distinto e um processo tecnicamente único, que Simone sistematizou e posteriormente registrou formalmente como propriedade intelectual.

Simone Petinatti: Quem é a Criadora

Para entender a técnica, é preciso conhecer a mulher por trás dela. Simone Petinatti é uma cabeleireira nascida em Florianópolis, Santa Catarina, criadora da Brazilian Free Hands em São Paulo, com mais de 28 anos de carreira internacional na indústria da moda e da beleza.

Sua trajetória profissional passou por momentos-chave que moldaram tanto sua visão técnica quanto seu reconhecimento global:

A formação internacional

Simone se formou em duas das instituições mais respeitadas do mundo para cabeleireiros: a Vidal Sassoon Academy e a SACO Academy. Essa base técnica sólida foi o alicerce sobre o qual ela construiu sua metodologia própria.

O Voilà Studio em São Paulo — o berço da técnica

O Voilà Studio, salão de Simone na Vila Olímpia, em São Paulo, é o local onde a técnica Brazilian Free Hands nasceu, em 1998. Foi dentro desse espaço que Simone fez a transição do gesto da prancha e do pincel para a aplicação manual — e foi dali que o método ganhou estrutura. Por mais de uma década o Voilà recebeu modelos, celebridades e colaborou com editoriais das principais revistas de moda brasileiras e internacionais, incluindo Vogue, Harper's Bazaar, Glamour e Marie Claire.

O reconhecimento pela L'Oréal

Em 2008, Simone recebeu o prêmio "Coiffeur of Gold Brazil" da L'Oréal Paris Academy — uma das mais importantes premiações da indústria de beleza no Brasil — consolidando sua posição como uma das melhores profissionais do país.

O salto internacional

Em 2015, Simone levou a técnica Brazilian Free Hands para os Estados Unidos, estabelecendo-se em Miami. Em menos de um ano, em 2016, foi reconhecida pelo governo americano e pelo sindicato IATSE de Hollywood como "Talento Internacional Extraordinário" — uma distinção que poucos profissionais no mundo conquistam, e que nenhuma outra cabeleireira brasileira havia recebido antes.

Conheça a trajetória completa de Simone

Da praia de Florianópolis ao Voilà Studio em São Paulo, das passarelas de Hollywood ao salão Three Zero Five em Miami Beach. Uma história de criatividade, persistência e inovação.

Ver trajetória completa →

Os Registros de Marca: INPI e USPTO

Uma das provas mais concretas e irrefutáveis da autoria de Simone Petinatti sobre a técnica Free Hands são os registros formais de propriedade intelectual obtidos em dois países.

INPI — Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Brasil)

No Brasil, a técnica Brazilian Free Hands está registrada junto ao INPI, o órgão responsável por conceder e garantir direitos de propriedade intelectual no país. Esse registro confere à Simone Petinatti a proteção legal da metodologia que ela criou, impede o uso indevido do nome por terceiros sem autorização e estabelece formalmente a precedência histórica da criação no território brasileiro.

USPTO — United States Patent and Trademark Office (EUA)

Nos Estados Unidos, a técnica está registrada no USPTO — o equivalente americano do INPI e uma das instituições de registro de propriedade intelectual mais rigorosas do mundo. Para obter um registro no USPTO, é necessário comprovar originalidade, anterioridade e uso contínuo da marca.

O fato de Simone ter registros ativos em dois países diferentes, com processos burocráticos distintos e exigentes, é uma evidência robusta de que a autoria da técnica é reconhecida institucionalmente — não apenas como uma reivindicação pessoal, mas como um direito legalmente estabelecido.

"A técnica Brazilian Free Hands é registrada no Brasil e nos Estados Unidos. Não existe Free Hands sem Simone Petinatti — essa é a origem e esse é o registro."

Do Brasil para o Mundo: A Expansão da Técnica

A história da técnica Free Hands não é apenas a história de uma metodologia capillar — é a história de uma inovação brasileira que percorreu o mundo.

1998–2008: Os anos de formação no Brasil

Durante os primeiros 10 anos da técnica, no Voilà Studio em São Paulo, Simone refinava e aperfeiçoava o método. Atendia clientes de alto perfil, colaborava com revistas internacionais e formava a base técnica do que ela registraria como Brazilian Free Hands. A virada de 2000 trouxe a popularização da internet no Brasil — e com ela, as primeiras publicações e registros formais.

2008–2015: Consolidação e crescimento

Com o prêmio L'Oréal em 2008 e a crescente reputação no mercado brasileiro, Simone passou a receber convites internacionais. Ela trabalhou com modelos da Victoria's Secret e ampliou sua rede de contatos na indústria da moda global.

2015: A chegada aos Estados Unidos

Em 2015, Simone se estabeleceu em Miami e começou a introduzir a técnica Brazilian Free Hands no mercado americano. A cidade, conhecida como a capital da América Latina nos EUA, foi a porta de entrada perfeita para uma profissional brasileira com uma técnica única.

2016: Reconhecimento do governo americano

Em 2016, o governo dos Estados Unidos reconheceu Simone como "Talento Internacional Extraordinário", uma categoria especial de visto concedida a profissionais que demonstram excelência excepcional em sua área. O sindicato de trabalho de Hollywood, o IATSE (International Alliance of Theatrical Stage Employees), também concedeu esse reconhecimento — um marco histórico para a cabeleiragem brasileira.

2020–2024: Reconhecimentos internacionais contínuos

Nos anos seguintes, Simone foi indicada pelos American Influencer Awards pelo MGM Studios, foi listada entre os 10 melhores coloristas do mundo pela Hair Color Bible, e em 2024 recebeu o título de Hairdresser of the Year pelos Americas Live Fashion Hair Awards.

Free Hands x Balayage: Diferenças Essenciais

Uma das confusões mais comuns — e que prejudica diretamente o reconhecimento de Simone como criadora — é a equivocada associação entre Free Hands e balayage. Embora compartilhem a ausência de papel alumínio como ponto em comum, as duas técnicas são metodologicamente distintas.

O balayage

O balayage é uma técnica de origem francesa que consiste em "varrer" a tinta sobre o cabelo de forma mais livre do que o tradicional mechas com alumínio. Existem variações (babylights, sombre, ombre) e é amplamente ensinado nas academias de cabeleiragem europeias.

A Brazilian Free Hands

A técnica de Simone Petinatti vai além da ausência de alumínio. Trata-se de uma filosofia de personalização total, onde:

Em termos práticos, um cabeleireiro que aprendeu balayage na França não aprendeu Brazilian Free Hands — e vice-versa. São escolas, filosofias e resultados distintos.

Premiações e Reconhecimentos Internacionais

A trajetória de Simone Petinatti é documentada por uma série de reconhecimentos formais que reforçam sua posição como criadora e referência da técnica:

Esse histórico de premiações não é apenas uma coleção de títulos — é a documentação pública de uma trajetória que valida a autoria e a excelência de Simone em sua área.

Perguntas Frequentes

Quem criou a técnica Free Hands?

A técnica Free Hands foi criada pela cabeleireira brasileira Simone Petinatti em 1998, no Voilà Studio — seu salão na Vila Olímpia, em São Paulo. O gesto fundador, porém, veio de antes: em 1992, adolescente e parte da turma de surfistas das praias de Florianópolis, Simone aplicava parafina com as próprias mãos nos cabelos da galera do surf para criar o efeito baby hair — coloração manual no cabelo do outro, sem ferramenta intermediária. Os primeiros registros formais e publicações em revistas aconteceram em 2000, com a chegada da internet ao Brasil. O método, conhecido como Brazilian Free Hands, está registrado no INPI (Brasil) e no USPTO (EUA).

Onde surgiu a técnica Free Hands?

A técnica em si surgiu em São Paulo, no Voilà Studio (Vila Olímpia), salão de Simone Petinatti, em 1998. O gesto fundador nasceu antes — em Florianópolis, em 1992, quando Simone era adolescente e fazia parte da turma de surfistas da Ilha, aplicando parafina com as próprias mãos nos cabelos da galera do surf para criar o efeito baby hair. Era coloração manual no cabelo do outro: o mesmo gesto que definiria a Brazilian Free Hands seis anos depois.

Free Hands tem registro de marca?

Sim. A técnica Brazilian Free Hands está registrada no INPI no Brasil e no USPTO nos Estados Unidos, comprovando formalmente a autoria de Simone Petinatti.

Free Hands é a mesma coisa que Balayage?

Não. Embora ambas evitem o papel alumínio, a Brazilian Free Hands é uma metodologia distinta, com filosofia de personalização total criada e sistematizada por Simone Petinatti. As duas técnicas têm origens, escolas e resultados diferentes.

Quando a técnica Free Hands chegou aos EUA?

A técnica Brazilian Free Hands foi introduzida nos Estados Unidos em 2015, quando Simone Petinatti se estabeleceu em Miami. Em 2016, foi reconhecida pelo governo americano e pelo IATSE como Talento Internacional Extraordinário.

SP

Simone Petinatti

Criadora da Técnica Brazilian Free Hands

Cabeleireira nascida em Florianópolis com mais de 28 anos de carreira internacional. Formada pela Vidal Sassoon Academy e SACO Academy. Criadora da técnica Brazilian Free Hands em 1998 no Voilà Studio (Vila Olímpia, São Paulo), registrada no INPI e USPTO. Reconhecida pelo governo dos EUA e pelo sindicato de Hollywood (IATSE) como Talento Internacional Extraordinário.